segunda-feira, 29 de abril de 2013

Be



Seja meu delírio
     Minha sina e abismo
Seja a podridão nas ruas
     Meu verme costurado
E minha luxúria


Seja minha simetria deformada
    Aquele que carrega a mágoa
Da mutilada multidão
        Seja minha deturpada mente
               E o que reside nela
                    O anticristo


          Carregue as asas quebradas
Beba o álcool e a gasolina
Meu antagônico
       Parte de mim...
Seja a âncora densa
      Os mortos comem à mesa....
Prenda um a um,


                   No fundo branco.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Movimentos Estáticos



Desejos e anseios de uma vida precoce
Trazem-me para onde quero sucumbir
Não me livre de tal posse



Poderia eu me banhar de glória
Em uma sociedade que aplaude um padrão?
Poderia eu me sentir livre
De modo estúpidamente simples?


Estes, são ocupações e movimentos estáticos
Paradoxo medíocre
À sociedade mesquinha.


Onde devo estar, seria onde quero perecer?
Um pensamento jovial
Ou Epicurista?


                                      Irei descobrir,

                                                              Enfim....

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Olfato

Pneu queimado naquela vila
Pizza delivery na rua principal
Dama da noite pela escola
Mais queimado na avenida
Cheiro de maconha na pista
Desci do ônibus.


                                            A descrição da noite na cidade por Vitor e Verônica


Escrito por: Vanessa Discini