segunda-feira, 24 de junho de 2013

Aleatoriamente, palavras.

Tic-tac.

O som mais irritante inventado pelo homem.

Um quadro negro, de onde saí gritos inevitáveis.

Pinga,pinga... goteja. O sangue de um vermelho vívido dita a morte.

O pano cobre tudo que dele escorre.

Tempo... juntar...estar.

Estar um ser deplorável.

Não é difícil fugir, ele diria,

                                 quando não há ninguém.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Nova versão da música de Geraldo Vandré

Está rolando na internet a nova versão da música "Pra não dizer que não falei das flores" de Geraldo Vandré, que sumiu na ditadura. Essa versão foi feita com o intuito de ser cantada nas manifestações que estão tomando o Brasil.


"Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais de gravata ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção

Vem, vamos pra rua, que esperar não é fazer,
Quem sabe faz a hora, não espera corrupto enriquecer

Vem, vamos pra rua, que esperar não é fazer,
Quem sabe faz a hora, não espera corrupto enriquecer

Pelos campos a bola alienando a nação
Pelas ruas marchando invencíveis cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão

Vem, vamos pra rua, que esperar não é fazer,
Quem sabe faz a hora, não espera corrupto enriquecer

Há policiais armados, amados ou não
Quase todos perdidos sem salário na mão
Nos batalhões lhes ensinam uma antiga lição
De ferir trabalhadores, estudantes ou não

Vem, vamos pra rua, que esperar não é fazer,
Quem sabe faz a hora, não espera corrupto enriquecer.

Vem, vamos pra rua, que esperar não é fazer,
Quem sabe faz a hora, não espera corrupto enriquecer.

Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos iguais de gravata ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais de gravata ou não
Os valores na mente, as flores no chão
A certeza na frente que o país quer solução
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Apanhando da PM sem nenhuma razão

Vem, vamos embora, que esperar não é fazer,
Quem sabe faz a hora, não espera corrupto enriquecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é fazer,
Quem sabe faz a hora, não espera corrupto enriquecer...."

terça-feira, 11 de junho de 2013

A fila do egoísmo e lotação dos submetidos

Degradação do que o ser humano submete-se.
Se submete, pois necessita,
Degrada, para quem analisa,
Discute e reivindica, os chamados "vândalos",
Enquanto o que se submete, tem medo e se repele.
Medo ou egoísmo? Ambos.
Lutar para seus interesses egoístas,
É mais útil ao lutar por uma nação,
Uma nação alienada,
Que quer, critica e não cobra,
E novamente submete-se, submete-se.
E então vem o cão governamental e submetido,
Machucar e degradar, a imagem do comprometido,
Enquanto você e aqueles, submete-se, submete-se.
Mais tarde, pego o ônibus lotado dos submetidos,
A fila para o egoísmo,
Com a degradação de nossa nação como destino,
Enquanto houver quem apenas submete-se, submete-se...