quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Mundo novo
As preocupações mundanas me parecem tão superficiais...
"Tenho que pagar as contas, provavelmente a lotérica estará lotada. E ainda tenho que passar no mercado! O que vou fazer de jantar mesmo? Que imbecil esse cara, dirigindo desse jeito! Tirou carta onde? Será que o Carlos está estudando? Logo vai ser a prova, tenho que pegar mais no pé dele, só assim esse menino se mexe! Ai, e essa dor estranha que me dá as vezes, se ao menos eu tivesse tempo pra ir no médico! Droga, a lotérica fechou!"
...Pois quando as pessoas inevitavelmente estão cheia delas, não sobra tempo para qualquer coisa mais significativa.
Indesejável "mundo novo".
Não estou ansiosa pra pertencer a você.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Time
O tempo é precioso demais para desperdiçá-lo sem que surja arrependimentos e adorado o bastante para vir o desejo de imortalidade.
Eu sei que essa é uma afirmação de conhecimento geral, vindo com a possibilidade do clichê, porém, senti a necessidade maldita de escrevê-la.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Bêbada de simetria
Desejo noturno incessante
Bêbada de dias iguais
Necessidade de gritar,arremessar,destruir!
Apenas me faça ser real, pois cada vez mais pertenço ao imaginário,
É difícil pertencer a algo que não é destinado a você.
Como fez isso? Não combina com você, e muito menos comigo.
Bêbada de dias iguais
Necessidade de gritar,arremessar,destruir!
Apenas me faça ser real, pois cada vez mais pertenço ao imaginário,
É difícil pertencer a algo que não é destinado a você.
Como fez isso? Não combina com você, e muito menos comigo.
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Aleatoriamente, palavras.
Tic-tac.
O som mais irritante inventado pelo homem.
Um quadro negro, de onde saí gritos inevitáveis.
Pinga,pinga... goteja. O sangue de um vermelho vívido dita a morte.
O pano cobre tudo que dele escorre.
Tempo... juntar...estar.
Estar um ser deplorável.
Não é difícil fugir, ele diria,
quando não há ninguém.
O som mais irritante inventado pelo homem.
Um quadro negro, de onde saí gritos inevitáveis.
Pinga,pinga... goteja. O sangue de um vermelho vívido dita a morte.
O pano cobre tudo que dele escorre.
Tempo... juntar...estar.
Estar um ser deplorável.
Não é difícil fugir, ele diria,
quando não há ninguém.
terça-feira, 18 de junho de 2013
Nova versão da música de Geraldo Vandré
Está rolando na internet a nova versão da música "Pra não dizer que não falei das flores" de Geraldo Vandré, que sumiu na ditadura. Essa versão foi feita com o intuito de ser cantada nas manifestações que estão tomando o Brasil.
"Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais de gravata ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Vem, vamos pra rua, que esperar não é fazer,
Quem sabe faz a hora, não espera corrupto enriquecer
Vem, vamos pra rua, que esperar não é fazer,
Quem sabe faz a hora, não espera corrupto enriquecer
Pelos campos a bola alienando a nação
Pelas ruas marchando invencíveis cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão
Vem, vamos pra rua, que esperar não é fazer,
Quem sabe faz a hora, não espera corrupto enriquecer
Há policiais armados, amados ou não
Quase todos perdidos sem salário na mão
Nos batalhões lhes ensinam uma antiga lição
De ferir trabalhadores, estudantes ou não
Vem, vamos pra rua, que esperar não é fazer,
Quem sabe faz a hora, não espera corrupto enriquecer.
Vem, vamos pra rua, que esperar não é fazer,
Quem sabe faz a hora, não espera corrupto enriquecer.
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos iguais de gravata ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais de gravata ou não
Os valores na mente, as flores no chão
A certeza na frente que o país quer solução
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Apanhando da PM sem nenhuma razão
Vem, vamos embora, que esperar não é fazer,
Quem sabe faz a hora, não espera corrupto enriquecer.
Vem, vamos embora, que esperar não é fazer,
Quem sabe faz a hora, não espera corrupto enriquecer...."
"Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais de gravata ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Vem, vamos pra rua, que esperar não é fazer,
Quem sabe faz a hora, não espera corrupto enriquecer
Vem, vamos pra rua, que esperar não é fazer,
Quem sabe faz a hora, não espera corrupto enriquecer
Pelos campos a bola alienando a nação
Pelas ruas marchando invencíveis cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão
Vem, vamos pra rua, que esperar não é fazer,
Quem sabe faz a hora, não espera corrupto enriquecer
Há policiais armados, amados ou não
Quase todos perdidos sem salário na mão
Nos batalhões lhes ensinam uma antiga lição
De ferir trabalhadores, estudantes ou não
Vem, vamos pra rua, que esperar não é fazer,
Quem sabe faz a hora, não espera corrupto enriquecer.
Vem, vamos pra rua, que esperar não é fazer,
Quem sabe faz a hora, não espera corrupto enriquecer.
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos iguais de gravata ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais de gravata ou não
Os valores na mente, as flores no chão
A certeza na frente que o país quer solução
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Apanhando da PM sem nenhuma razão
Vem, vamos embora, que esperar não é fazer,
Quem sabe faz a hora, não espera corrupto enriquecer.
Vem, vamos embora, que esperar não é fazer,
Quem sabe faz a hora, não espera corrupto enriquecer...."
terça-feira, 11 de junho de 2013
A fila do egoísmo e lotação dos submetidos
Degradação do que o ser humano submete-se.
Se submete, pois necessita,
Degrada, para quem analisa,
Discute e reivindica, os chamados "vândalos",
Enquanto o que se submete, tem medo e se repele.
Medo ou egoísmo? Ambos.
Lutar para seus interesses egoístas,
É mais útil ao lutar por uma nação,
Uma nação alienada,
Que quer, critica e não cobra,
E novamente submete-se, submete-se.
E então vem o cão governamental e submetido,
Machucar e degradar, a imagem do comprometido,
Enquanto você e aqueles, submete-se, submete-se.
Mais tarde, pego o ônibus lotado dos submetidos,
A fila para o egoísmo,
Com a degradação de nossa nação como destino,
Enquanto houver quem apenas submete-se, submete-se...
Se submete, pois necessita,
Degrada, para quem analisa,
Discute e reivindica, os chamados "vândalos",
Enquanto o que se submete, tem medo e se repele.
Medo ou egoísmo? Ambos.
Lutar para seus interesses egoístas,
É mais útil ao lutar por uma nação,
Uma nação alienada,
Que quer, critica e não cobra,
E novamente submete-se, submete-se.
E então vem o cão governamental e submetido,
Machucar e degradar, a imagem do comprometido,
Enquanto você e aqueles, submete-se, submete-se.
Mais tarde, pego o ônibus lotado dos submetidos,
A fila para o egoísmo,
Com a degradação de nossa nação como destino,
Enquanto houver quem apenas submete-se, submete-se...
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Minha escassez
Fruto da minha mente eloquente
Que pede incessantemente para parar
Posso tocá-lo mas não ver através
Ah, se foste um fio de seda!
Apenas uma vã manta de veludo
Manchada, deteriorada...
Mastigada.
Falta-me o brilho do obscuro
O abismo do submundo
Palavras que não partam de opiniões e convencimentos...
Falta-me o mundo da imaginação real
E o que reside nele, o Elemento Primordial...
Este, um inócuo delírio.
Que pede incessantemente para parar
Posso tocá-lo mas não ver através
Ah, se foste um fio de seda!
Apenas uma vã manta de veludo
Manchada, deteriorada...
Mastigada.
Falta-me o brilho do obscuro
O abismo do submundo
Palavras que não partam de opiniões e convencimentos...
Falta-me o mundo da imaginação real
E o que reside nele, o Elemento Primordial...
Este, um inócuo delírio.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Be
Seja meu delírio
Minha sina e abismo
Seja a podridão nas ruas
Meu verme costurado
E minha luxúria
Seja minha simetria deformada
Aquele que carrega a mágoa
Da mutilada multidão
Seja minha deturpada mente
E o que reside nela
O anticristo
Carregue as asas quebradas
Beba o álcool e a gasolina
Meu antagônico
Parte de mim...
Seja a âncora densa
Os mortos comem à mesa....
Prenda um a um,
No fundo branco.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Movimentos Estáticos
Desejos e anseios de uma vida precoce
Trazem-me para onde quero sucumbir
Não me livre de tal posse
Poderia eu me banhar de glória
Em uma sociedade que aplaude um padrão?
Poderia eu me sentir livre
De modo estúpidamente simples?
Estes, são ocupações e movimentos estáticos
Paradoxo medíocre
À sociedade mesquinha.
Onde devo estar, seria onde quero perecer?
Um pensamento jovial
Ou Epicurista?
Irei descobrir,
Enfim....
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Olfato
Pneu queimado naquela vila
Pizza delivery na rua principal
Dama da noite pela escola
Mais queimado na avenida
Cheiro de maconha na pista
Desci do ônibus.
A descrição da noite na cidade por Vitor e Verônica
Escrito por: Vanessa Discini
Pizza delivery na rua principal
Dama da noite pela escola
Mais queimado na avenida
Cheiro de maconha na pista
Desci do ônibus.
A descrição da noite na cidade por Vitor e Verônica
Escrito por: Vanessa Discini
terça-feira, 19 de março de 2013
Escombros
Imaginário, ostentação de uma pretensão alucinógena
Anseio por vida fora de orbita
Apenas minha escada sem degraus...
Subsumir em um conto preto e branco,
Manejo o neutro com encanto
Pois as diversas cores se misturam e demasiado enganam...
Minha idealização do irreal,
Deseja-me como um desperto a loucura
...para sanar aquele estado imbuído de luxúria?
Engana-te, são apenas refúgios ilusórios
Não há resposta para a procura
Nem na sua sina, uma medusa...
Se delicie em seu próprio espectro
Indesejável escombro
Vivendo no mal-do-século...
Ass: Poetisa Maldita
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
É aberto um livro, do qual a história pouco importa.
- Como você está? - Finalmente ele diz, rotineiramente.
- Normal. - Minha resposta quando estou indiferente a isto, a meu próprio estado.
Porta aberta, passos calculados.
- Não demoro. - Nenhum contato, a porta se fecha.
Outra coisa dita além do típico 'normal' evitaria o som do motor? Claro que não.
O livro é posto de lado, indiferença.
Som de risos ensaiados vem da televisão, sinto-me enojada. Cenas ensaiadas, comparo aos passos que desde ontem ele pensava... Silêncio, ventos gélidos dessa manhã solitária me causam calafrios.
Uma gaveta da sala... Nem me disse onde ia!
O barulho do tiro assusta o beija-flor... O sangue escorre, parte do cerébro escarrado no piso frio... Um brinde à "indiferença"!
PS: Escrevi isto como algo bem avulso, não há conecxão disto com nenhuma outra escrita. Descrevi a cena que me veio em mente, sem mais nem menos.
Por que postei aqui? Ah, não sei... eu precisava postar alguma coisa.
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